Que me perdoem as aranhas que já tinham feito sua colônia, as mulheres que sonhavam com um segundo Adão, tamanha a quantidade de pó espalhado pelos cômodos, mas é hora de sacudir essa poeira e voltar a usar esse trem aqui.
O mundo sempre está em crise, eu já escrevi inclusive sobre isso, sobre não aceitarmos calados o que nos mandam fazer, os desmandos da violência e etc., mas eu falava sobre isso, tendo vivido minha vida entre Caçapava e Assis, com experiências no RJ e em Porto Alegre, que são grandes cidades, além de incontáveis idas a São Paulo sozinho, à noite, meio, fim ou começo de semana.
Hoje estou aqui pra falar com um pouco mais de experiência de mundo. Quando este texto aparecer pra desenferrujar as dobradiças dessa porta internética que há tanto eu tinha deixado de lado, eu já terei passado por alguns países nessa nova aventura que vivo em um navio de cruzeiro. (eram sete mais o Brasil no dia em que escrevi, mas se eu publicar depois de quinta-feira que vem, já subirá pra onze, penso eu... essa vida é maluca, moleque)
Quando eu entrei nessa barca (literalmente), o mundo ameaçava viver momentos tensos, porém eu sabia que passaria ao largo deles, afinal eu ficaria três meses na Costa Brasileira, onde o povo evita fazer merda na frente de turista, e a outra parte entre Espanha, França e Italia, onde o máximo que acontece no primeiro é eles pensarem qual o próximo título do Barça e, nos dois últimos, é o povo seguir fervorosamente a vida sexual de seus comandantes.
Porém, pra segunda jornada, a Grécia apareceu na conversa, e perto de embarcar, teve uma greve de taxistas que travou entrada e saída dos portos... ali eu já comecei a me preocupar; de repente, acontece o atentado na Noruega, destino da minha primeira semana reembarcado, e uma vez na nave, fico sabendo das revoltas violentas em Londres e eu acredito que o leitor que só apareceu aqui porque foi avisado por mim, vai conseguir adivinhar pra onde eu devo ir em pouco menos de 20 dias...
Ou seja, se você coloca a cara pra fora de casa hoje, você está em um lugar perigoso! O que fazer? Ficar em casa? Deixar que te dominem? Negativo! Abrace um lado, seja o dos revoltosos, seja o dos que sofrem as agressões, seja o da Suíça, eterno símbolo de neutralidade, só comparado às atuações dos atores de Malhação nos últimos cinco anos.
Não uso esse texto pra fazer tipinho, para me mostrar e contar vantagem que estou rodando o mundo, pelo contrário, faço isso ainda com o mesmo propósito dos outros textos dessa casa muito engraçada, sem janela e sem mais nada, o de alertar, instruir, tentar ajudar de alguma forma o desavisado que acha que o mundo gira em torno do próprio umbigo seja ele caçapavense, joseense ou qualquer que seja seu “ense”.
Posso dizer, agora que já estive na Noruega, que eu entendo o choque deles com o atentado, você não percebe que várias pessoas morreram ali de forma tão trágica devido à cordialidade, à leveza com que eles levam a vida por aqui. Adorei o lugar, espero um dia voltar como turista, não pra perguntar o preço de quinze coisas para o vendedor e não levar nada, em sinal de vingança com o que fazem comigo, mas para poder ter tempo de conhecer os lugares, o povo, a verdadeira cultura daqui.
Tenho tido várias ideias de textos, espero coloca-las em prática e vir aqui com mais freqüência, tanto aqui, quanto no WWW.ersoviaja.com, vejamos.
Por enquanto, bom estar de volta,
Parei.
Um comentário:
Erso, querido. Amei seu retorno! Bjs
Postar um comentário